
A bem pouco tempo atrás, se falava muito e ás vezes se reclamava da constante inovação que a moda nos exige, ter que lançar duas coleções ao ano, que depois passou pra quatro e hoje virou em praticamente oito, existem marcas de departamento que lançam novos modelos de quinze em quinze dias, mas e essa inovação constante, só existe no mundo da moda?
Não, quantos videogames, perfumes, carros, embalagens, promoções, comerciais e cadeiras diferentes são lançadas ao ano? O conceito de mudança e inovação se espalhou mercado a fora, e hoje é quase como uma verdade absoluta, os bancos a cada semana lançam novos planos e promoções, as músicas cada dia uma diferente nas paradas de sucesso, se você jogar no Google a palavra lançamento terá 23.500.000 resultados, mais ainda que a palavra tendência que é consagrada como uma palavra muito utilizada, com 20.300.000 resultados.


Será este o início da verdadeira globalização cultural? Pois até hoje já ouvi muito falar de globalização, tecnologia e acontecimentos, mas acho que globalização não é apenas saber e conhecer os acontecimentos e ter as tecnologias de outros lugares do mundo, globalização é na verdade viver a cultura de outros povos, é a mistura de costumes é a inexistência de preconceito, tanto racial, social, cultural, sexual e todos os “al” que podem existir. E agora um presidente Afro de um país inicialmente preconceituoso, que geralmente se fecha para o mundo, com uma primeira dama que veste estilistas de países emergentes e que faz tanto sucesso com sua vestimenta que até um site dedicado as marcas e estilistas que ela veste foi criado (

Só terei certeza que estamos realmente globalizados quando elegermos no Brasil um presidente Argentino e na Alemanha um Afro-descendente judeu. Brincadeira, acho que isso nunca vai acontecer.